Sauna Gay Satanista
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Coletiva Encerrada

Sauna Gay Satanista

Diogo Santos • Filipe Chagas • Hugo Bernabé

Fevereiro — Março 2026

Sobre a Exposição

Sauna Gay Satanista nasce da apropriação de um nome atribuído de forma pejorativa ao Paradoxo Casa Ateliê. O que foi construído como distorção transforma-se em gesto curatorial e se desdobra em uma exposição que investiga o corpo como território político, sensível e coletivo.

A sauna, entendida como espaço de calor e encontro, torna-se metáfora central da mostra. Historicamente associada ao cuidado e à purificação, ela atravessa culturas como prática de congregação. Nesse ambiente aquecido, fronteiras sociais se diluem, hierarquias se enfraquecem e o corpo se revela em sua materialidade, vulnerabilidade e diversidade. O calor expõe, o suor comunica, a proximidade desestabiliza certezas.

Ao incorporar as palavras Gay e Satanista, a exposição desloca sentidos historicamente marcados por exclusão. Gay é aqui afirmado como modo plural de existir, produzir cultura, afeto e resistência. Satanista surge como escolha simbólica que tensiona sistemas morais hegemônicos e questiona regimes de normalização. A mostra não busca consenso, mas fricção produtiva.

Mais do que um lugar de purificação, Sauna Gay Satanista propõe a experiência de um corpo coletivo. Um espaço onde diferenças não são apagadas, mas colocadas em contato direto; onde estar junto implica suportar o calor do outro; onde o individual se expande na presença compartilhada.

A exposição afirma o encontro como gesto político e o corpo como linguagem.Venha, olhe, sue, dispa-se.

Vídeo da Abertura

Registro da noite de abertura da exposição.

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